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O NÔMADE E O VIAJANTE

13 Mar 2017

 

Em minhas andanças por entre prateleiras, encontrei um livro com uma outra definição para o termo: viajante. Segundo Laurentino Gomes, famoso autor da trilogia 1808, 1822 e 1889, um viajante também pode ser um “nômade”, uma outra espécie de turista. Um nômade é aquele sujeito que não tem residência fixa, segundo definição de qualquer dicionário.
O que me causou uma certa estranheza, mas com um pouco de reflexão, dá pra entender a colocação de Laurentino em suas publicações.
Na visão do autor a diferença entre o viajante e o nômade é que o primeiro viaja para fora, com os olhos abertos para as novidades do mundo, já o segundo tem o olhar voltado para dentro, para o interior da alma. Foi isso o que entendi.
É o caso daqueles que viajam com o objetivo de buscar uma certa reflexão.

 

Viagem. Destinos como Santiago de Compostela, na Espanha, e Aparecida do Norte, em São Paulo, são bons exemplos para ilustramos essa crônica. São dias e mais dias de caminhada numa viagem interna, de reconhecimento do “eu”. Mas para mergulhar em si, o destino não precisa estar ligada ao fator religioso. Quem não assistiu ao filme “Comer, Rezar, Amar”? A personagem faz uma busca de autoconhecimento passando pela Itália, Índia e Bali. Eu mesma já fiz uma ‘dessas viagens’, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. E olha que a “big apple” é cheia de distrações e atrações. Não a tôa que ela é conhecida como a cidade que nunca dorme. E não dorme mesmo. É meditação em movimento, uma tendência talvez.

 

Nômade. Quando penso em um “nômade”, penso em deslocamento sem parada certa. Como deve ser viver assim?Um viajante sai de casa e mesmo que passe por muitos perrengues sabe que vai voltar para o mesmo endereço. O nômade não. Quando estive em Israel, me impressionei com um grupo de beduínos que vi no deserto de Neguev, próximo a cidade de Jerusalém. Esses povos nômades andam em caravanas com seus animais carregando tudo o que tem em busca de poços de água, pastagens ou um local onde podem acampar. Se as coisas não vão bem aqui, seguem para outro lugar. Simples assim?

 

Opinião. Em minha humilde opinião todo tipo viagem provoca questionamentos. Quando estamos abertos para o novo é impossível não refletir sobre a nossa própria vida. Independente se nos classificamos como turistas, viajantes ou nômades, a partir do momento em que giramos a chave na porta e damos o primeiro passo já estamos em busca de um novo “eu”.
Essa caminhada não precisa ser de sofrimento porque escolher o que nos faz bem, o que nos traz alegria, é também uma forma de encontro interior. E é mesmo. Somente quando estamos conosco é que ganhamos o presente de nos conhecermos um pouco mais. Então, que tal começar uma peregrinação pelo seu lugar dos sonhos? É só dar o primeiro passo em direção ao autoconhecimento. É difícil, mas possível.

 

Viajar é o maior barato e só faz bem. Ah! Se interessou pelo livro anote aí no seu diário de leitura: “O Caminho do Peregrino”, de Laurentino Gomes e Osmar Ludovico.
 

Um beijo no coração e uma boa peregrinação pela vida.

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